RELIGIÃO X DROGAS terça-feira, mar 30 2010 

 RELIGIÃO X DROGAS.
                                                     
   Olá, o assunto que abordarei é sem dúvida nenhuma um tanto polêmico, falarei da semelhança que existe entre a religião e as drogas, dos danos que ambas podem causar ao indivíduo, seus efeitos e consequências.
   Sei que o que eu disser pode mexer e até ferir dogmas, costumes e tradições, mas é a realidade, e que cada um examine-se e tire suas próprias conclusões.
   Como  cristão evangélico afirmo que o termo “Cristão Evangélico” se aplica ao evangelho genuíno de Cristo e não a religião.
   Da mesma forma que “igreja” é a união de todos que creem no evangelho e na redenção de Cristo, significa assembléia, chamados para fora, separados.
   Igreja física é o local onde essa reunião acontece, onde o foco principal seria ensinar os valores (palavra) do reino de Deus, as Boas Novas, a Salvação do homem através de Jesus Cristo, é o culto racional e é óbvio, com raciocínio, onde nos dias de hoje esse padrão é completamente adverso, o que domina é o excesso de emocionalismo, a busca incessante pelo êxtase e o sobrenatural num caldeirão religioso cheio de doutrinas e sacrifícios anti bíblicos.
  Religião significa prestar culto de adoração, mesmo A.C. a religião já existia, o homem sempre cultuou imagens e deuses de todas as formas, negando completamente a existência do Deus único e verdadeiro.
  No passado os homens mudaram a glória de Deus, transformaram a verdade de Deus em mentira (Rom 2-16,32), e hoje não é diferente, transformaram toda a Glória de Deus em “religião”, em fanatismo, fazendo do homem um ser alienado e sem respostas.
  Existem milhares de religiões e seitas espalhadas pelo mundo cada uma com suas doutrinas e sincretismos, tentando serem úteis ao homem a ajudar a enfrentar problemas, mas negam a Deus com suas obras mortas, muitas até tem seus valores, méritos, cuidados e bondade para com o próximo, menos a verdade, são “cegos guiando cegos”.
   Por isso é que falarei sobre Religião x Drogas num breve comentário, qual a relação entre as duas?
   Isso realmente não é nenhuma descoberta nova, no século XlX o Filósofo Alemão Karl Marx, um dos pais do socialismo/comunismo disse numa de suas obras em 1844 “A RELIGIÃO É O ÓPIO DO POVO”.
   O ópio é uma substância que tem efeito narcótico, entorpecente e é utilizada na medicina por conter morfina, analgésico e sonífero, substâncias usadas para inibir a dor e como droga causa dependência química (vício).
   Na Europa, o povo era espezinhado pela Burguesia e ao chamar a religião de ópio do povo Marx queria dizer que a religião aliviava a dor do povo, mas ao mesmo tempo roubava a percepção da realidade tirando-lhes a vontade de mudar, pois o capitalismo burguês cada vez mais extraía lucros com o trabalho árduo do povo. (mais informações no google)
   Sabemos que no passado desde os primeiros séculos na história das igrejas houve transformações, a própria Bíblia relata isso em Apoc 2 e 3 onde a Religião e paganismo invadiu o Cristianismo e isso perpetua até os dias de hoje, houve a reforma religiosa, a contra reforma, surgiu o espiritismo etc…e a crise religiosa sempre vai existir.
   Hoje, nós sentimos uma pressão da sociedade onde o maior objetivo é a felicidade.
   As aflições naturais que Jesus disse que teríamos (João 16,33) passam a serem vistas como situações a serem eliminadas a qualquer custo onde na verdade fazem parte da vida do homem natural.
   Houve uma união entre a Religião e o Mundo (capitalismo) onde as pessas enxergam um modelo de felicidade ligada ao sentimentalismo, ao sobrenatural e ao consumismo, e as religiões em grande parte oferecem isto.
   Da mesma forma que as drogas modificam o que sentimos, a Religião também.
   As Drogas oferecem um poder de transformação, que torna-se um grande atrativo, a Religião também.
   As mesmas relações que os dependentes químicos estabelecem com as drogas, os religiosos estabelecem com suas religiões.
   Os dependentes químicos vivem a margem da sociedade onde muitas pessoas boas tornam-se drogados e destroem famílias inteiras por causa das drogas.
  Já os religiosos tem aparência de piedade para a sociedade, mas na verdade as piores pessoas do mundo são ou já foram religiosas e também destroem lares inteiros  fazendo loucuras em nome da religião.
  Até um ateu é um religioso fanático ao contrário, nega a Deus mas também busca soluções que nunca encontrará.
  O ópio comparado a religião foi citada como uma droga específica, com uma finalidade e um efeito específico, era a droga da época para a situação da época.
  Então, cada droga tem o seu efeito, da mesma forma que cada Religião também.
  Existem drogas com efeitos quase que imperceptíveis, mas viciam, e aquelas que causam destruição total.
  Na religião existem aquelas que quase não se ouvem falar, vivem secretamente com seus usuários sustentando seus vícios que parecem até benéficos, conduz a dependência parcial, mas leva a morte (morte espiritual).
  Existem as drogas mais pesadas como por exemplo: a cocaína, o crack que eliminam completamente o uso da razão causando danos irreversíveis ao indivíduo físico, psicológico e moral, faz a pessoa perder tudo que tem pessol e materialmente falando exemplo: dinheiro, bens, dignidade, respeito e família, conduz a dependência total até a morte.
  A religião também, ainda que a religião pode ser mais perniciosa para o homem do que todas as drogas juntas, pois leva a morte ETERNA.
  
  DEPENDENCIA- é o impulso que leva a pessoa a usar uma droga de forma contínua (sempre) ou periódica (frequentemente) para obter prazer, na religião também existe esse impulso.
  As pessoas usam as drogas como fuga da realidade, para aliviar as tensões, ansiedades, medos, sensações desagradáveis etc…
  Na religião também, já viram aqueles folhetinhos dizendo: se vc tem depressão, insônia, dores de cabeça, problemas com isto, aquilo etc…etc…etc…
  O dependemte químico vive preso num mundo sem perspectiva de mudanças.
  O dependente religioso vive preso num mundo onde existe uma promessa de mudanças que nunca acontece de uma forma permanente.
  Existe a dependência física e a psicológica em ambos os casos, na dependência psicológica há um estado de desconforto quando uma pessoa necessita de uma droga, os sintomas mais comus são ansiedade sensação de vazio, dificuldade de concentração que varia de pessoa para pessoa onde há oscilação de emoções, o seu uso é que determina o seu estado emocional.
  Na religião também é assim, as pessoas sentindo-se vazias, procuram se encher de emoções, que normalmente acaba ao sair de determinada reunião, e as vezes só dura até o dia seguinte, pois vão cantar, dançar, aplaudir , entram alegres e saem exaustas, também oscilam, pois a dose de promessas que recebem é que vai determinar o estado espiritual.
 A dependência física caracteriza-se pela presença de sintomas e sinais físicos que aparecem quando o indivíduo para de tomar a droga ou diminui bruscamente o seu uso: é a síndrome de abstinência. A abstinência pode ocasionar desde um simples tremor nas mãos a náuseas, vômitos e até um quadro de abstinência mais grave  com risco de morte, em alguns casos.
  Na religião também, costumam associar qualquer tipo de problema físico com o fato da pessoa deixar de frequentar reuniões ou afastar-se totalmente, com ameaças do tipo se não voltar, como castigo divino ficará doente ou poderá morrer (persuasão e coação moral).
   As DROGAS, RELIGIÃO e seus efeitos:
   Diminuem a atividade mental, tira o raciocínio, produzem distorção, percepção deformada de sons e imagens (visões e vozes).
  Inibe a fome, o sono, traz problemas com tempo e espaço.
  Outras aumentam a atividade mental, causam euforia, alegria, risos incessantes, faz a pessoa falar em demasia e dá uma grande sensação de poder.
  Perceberam a semelhança?
  E tem mais, existe a droga que leva ao prazer total ex: ecstasy dando sensação de bem estar, leveza e plenitude.
  Já viram isso em alguma religião? Aquelas onde tudo é paz e amor, tudo é lindo, o mundo é sempre brilhante, intenso (é maldição falar o contrário).
  Outras em busca do prazer total ensinam que para ter o espírito divino é nescessário chegar ao clímax, ao apogeu, a pessoa tem que sentir..me perdoe o termo que usarei, um orgasmo santo, pois é, eu disse no início que mexeria com costumes e tradições.
  Mas o Apóstolo Paulo já alertava que essas coisas aconteceriam I Tim 4:1,5 – II Tim 3:1,9 e II Tim 4: 1,5.
  Tudo isto como ondas do mar sacode a Igreja de Cristo, temos que separar religião de Igreja e Cristianismo, foi pra isto que Cristo veio.
 Por falta de ensino existe uma recusa em aceitar as promessas de uma vida extraterrena onde todos seremos iguais (pois isso é loucura ainda mais no século XXI).
  Mas há cura para tudo isso, e isso é a única diferença entre as duas coisas, Religião e Drogas.
  No tratamento das drogas o dependente tenta se curar de várias formas, hoje existe até medicamentos para inibir a ação das drogas, e também é preciso que o dependente reconheça o vício, e fique em alerta até o fim da vida para não ter recaída pois existe essa hipótese, a não ser que o indivíduo nasça de novo e nunca seja dependente, coisa impossível ao homem.
  Já na religião existe a possibilidade da pessoa ser curada de toda religiosidade e todos os enganos, pois existe o novo nascimento que só é possível para Deus (João 3:1,16) pois somente o novo nascimento é que traz a cura total, pois, passamos a ser uma nova criação. II Cor 5:17.
 Quando alguém lhe oferecer alguma droga dentro da religião, Jesus em sua Palavra mostra o remédio para não errarmos, pois quem nasce de novo já é gerado em Cristo I Pe 1:23 – “sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre”.
 Não pode haver recaída.
 Jesus disse que teriamos aflições, mas que jamais seriamos “malditos” ALELUIA.

CRISTO É O CAMINHO, CRISTIANISMO É O DESVIO terça-feira, mar 30 2010 

Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio

A passagem do Novo Testamento que me levou a pensar no que escrevi nesta reflexão foi aquela em que o Mestre curou o criado de um centurião romano.

O texto é fantástico como tantos outros apresentados nos evangelhos!

Mas dois versículos que sempre passam despercebidos são centrais em todo o contexto daquele momento vivido pelo Senhor Jesus.

Refiro-me aos versículos 11 e 12, nos quais Ele diz: “… muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes”.

Um fundamentalista imediatamente diria: claro, muitos virão e se assentarão à mesa com os patriarcas se se converterem a Jesus Cristo. Contudo há uma observação simples para ser feita. O Mestre não diz que muitos virão e se converterão; Ele apenas diz que muitos virão e tomarão lugares.

Mais simples ainda fica essa leitura, quando se observa com cuidado a importância do centurião nessa história. Ele é a chave de tudo e a sua fé é o ponto de partida.

É importante lembrar que o centurião não era nem judeu nem discípulo de Jesus, logo não era membro do Judaísmo, muito menos do Cristianismo que ainda nem existia. Possivelmente, aquele centurião, como todo bom e autêntico soldado romano, era adorador de vários deuses e provavelmente do imperador romano. Numa linguagem cristã, ele era pagão, numa linguagem mais coerente, ele era um religioso politeísta.

Há ainda a hipótese de que nem religioso politeísta ele era, mas apenas um homem que de judeu e de seguidor de Jesus não tinha nada.

Uma segunda observação: ele não se torna cristão após a cura de seu criado. O texto nem relata isso, pois se ele tivesse se convertido, certamente estaria relatado. Mas não, ele permanece na condição (a) religiosa em que se encontrava quando foi procurar ao Mestre.

Portanto, o que um texto deste, se lido a olho nu, sem as lentes da religião cristã, sem os óculos da teologia sistemática ortodoxa e sem os pré-conceitos do fundamentalismo, poderá significar a não ser que Jesus Cristo é o Caminho, a religião – e aqui entra o Cristianismo também – o desvio, e a Graça o meio através do qual Deus salva o ser humano, seja ele alguém que se converterá em algum momento ao Evangelho ou não?

Neste sentido, não dá mais para afirmar que um ser humano que passa a sua vida inteira sem freqüentar uma “igreja de crentes”, irá para o inferno só porque não teve tal experiência. Graças a Deus, em muitos casos, pois há pessoas que quando resolvem freqüentar uma denominação evangélica se tornam loucas, manipuladas, bitoladas, cegas espiritualmente, enganadas, alienadas, bestializadas, e tudo o que for possível entrar nesta lista, menos alguém que de fato conheceu e compreendeu o Evangelho da Graça.

Com isso, quando muitos se convertem às “igrejas de crentes”, acreditam que estão no Caminho, quando na verdade estão no desvio. Têm uma facilidade enorme para apontar quem vai e quem não vai para o Céu, contudo, não se percebem como pessoas que carecem da Graça de Deus ainda mais, pelo simples fato de serem pessoas que não sabem fazer outra coisa, a não ser julgar o próximo.

Nisto creio e afirmo com todas as letras: Cristo é o Caminho, pois é capaz de salvar e ver fé genuína em um centurião romano, adorador de deuses estranhos, pagão e adorador do imperador, mas o Cristianismo é o desvio, pois consegue maquiar-se com as belezas sublimes do Evangelho, mas vive uma religião semelhante à dos fariseus dos tempos de Jesus, que eram zelosos e ortodoxos no que se refere à obediência ao texto, mas cegos na prática, sobretudo, por julgarem com facilidade, seres humanos que eram tão imperfeitos quanto eles.

Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, pois este pratica as maiores e mais terríveis atrocidades em nome de Deus; Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, pois este ensina as pessoas, a ingênua e inocentemente negociarem com Deus a fim de conseguirem prosperidade financeira, como se Ele tivesse interesse em enriquecer materialmente os seus filhos; Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, pois burra e admiravelmente se tornou a religião que menos entendeu os ensinamentos de seu próprio fundador – se é que Jesus foi o fundador desse negócio – ; Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, pois consegue levar as pessoas a acreditarem que os não-cristãos irão para o inferno só porque não se tornaram cristãos, como se Deus só pudesse salvar pessoas por meio de experiências religiosas dentro das “paredes” da religião cristã; Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, pois este em vez de tornar a caminhada cristã uma caminhada de liberdade e descanso, torna-a ainda mais penosa, turbulenta, repleta de regras e cargas a serem carregadas; Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, pois em vez de manter as pessoas que acreditam estarem servindo ao Jesus apresentado nos evangelhos, consegue desviá-las a qualquer outro caminho que não é o Caminho da Graça de Deus em Cristo.

Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, por tantos outros e infindáveis motivos! Cabe agora a criatividade de cada um para continuar nesta reflexão, se é que para enxergar as discrepâncias existentes entre Cristo e o Cristianismo, seja uma tarefa que exija muita criatividade. Penso que não.

Na Graça,

Jefferson Ramalho