Muitas religiões há no mundo, quando uma só seria ideal: A do Amor, porque Deus é Amor
 
Começo a refletir no que está acontecendo no Brasil em razão das convicções religiosas. Não é possível que o Brasil esteja se transformando numa pátria dividida em segmentos religiosos. Esse comportamento é a antítese de tudo que se fala do brasileiro.
Aconteceu um incidente grave em São Paulo, que contraria tudo aquilo que se fala sobre o lado bom e generoso do nosso povo. Aconteceu na Semana Santa.
O Lar Mensageiros da Luz, um abrigo de crianças, adolescentes e adultos de ambos os sexos, com deficiência, especificamente portadores de paralisia cerebral, atualmente atende 38 pessoas da Baixada Santista, SP.
Na Semana Santa foi programada uma visita de jogadores do Santos Futebol Clube aos pacientes do Lar Mensageiros da Luz, quando seriam entregues ovos de Páscoa.
Quando o ônibus parou á porta da instituição, alguns jogadores como Neymar, Robinho, Fábio Costa, Durval, Léo, Marquinhos e Brum se recusaram a descer.
Ganso chegou com seu próprio carro e, antes de entrar no local, foi chamado pelos colegas que estavam no ônibus (eles gritaram e bateram nas janelas). Ganso entrou no ônibus e não saiu mais.
A razão? Souberam que a instituição tinha sido fundada por espíritas.
O presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro foi até o ônibus e conversou com os atletas. “Falei para os jogadores que o Santos tem que provar que não é apenas um time de futebol.”
 O técnico Dorival Júnior, visivelmente constrangido, disse que deixara claro que era uma atividade paralela às atividades do clube e que não era obrigatória a presença de todos. “Era pra ser algo fraterno, buscando uma troca com aquelas crianças que têm muito mais para nos ensinar do que temos para lhes oferecer” – disse o técnico santista.
Foi dito aos jogadores que o Lar Mensageiros da Luz não era um centro espírita, tinha sido apenas fundado por espíritas há cerca de 47 anos. Mas, não adiantou. Não desceram do ônibus e as crianças ficaram esperando.
Em entrevista à TV Bandeirantes, Robinho e Neymar disseram que não desceram do ônibus para visitar os deficientes que os esperavam porque “ficaram sabendo que se tratava de um lar espírita” – disse Robinho.
 
Fui criado num lar onde meus pais, antes que se tornassem evangélicos ou “crentes”, jamais permitiram que por questões de fé religiosa se passasse por cima dos princípios básicos da fraternidade. Estou desapontado com a deformação que muitas igrejas estão dando aos nossos jovens, tornando-os “fanáticos religiosos.” 
 
A maioria esmagadora do povo brasileiro, espiritualistas ou não espiritualistas como muitos, tem respeito por todas as religiões. Tem respeito pelo trabalho que todas as crenças realizam no campo da caridade. Porém, o Evangelho não admite somente respeito, é preciso muito mais… é preciso ter “AMOR”.
 
Não há como não nutrir um profundo respeito por tantos que se doaram à humanidade, como Irmã Dulce, Mahtama Gandi, Madre Tereza de Calcutá, Chico Xavier. Sem falar que praticam a caridade no mais absoluto anonimato.
 
Não importa a religião dos que fundaram a AACD e a APAE. A gente aprende que na caridade não há excessos, que a caridade deve ser a felicidade dos que dão e dos que recebem.
 
O preconceito no caso de alguns jogadores do Santos superou o sentimento da caridade. É uma pena. Eles teriam invadido de alegria os corações daquelas crianças com paralisia cerebral. Mas, o preconceito é uma opinião não submetida à razão; e as vezes, surge de quem pensa com os pés.
 
Infelizmente, assim (quase) sempre acontece com jogadores de futebol, crescem em fama e acumulam muito dinheiro, porém nada crescem espiritualmente. Estes não são os pobres de espírito como disse Jesus que seriam bemaventurados, são os “miseráveis de espírito“.
 
Porventura eles questionam de onde provem o dinheiro que lhes cai em suas mãos? Não seria também de muitos “espíritas”, católicos, umbandistas, islâmicos, hinduístas… torcedores sinceros?
São eles – esses jogadores preconceituosos – muito mais dignos de pena do que qualquer deficente, em qualquer deficiência que haja na face da terra.
A pior deficiência é a “deficiencia espiritual”.
 
Eles tiveram uma bela oportunidade de mostrarem a Luz da Fraternidade que o Evangelho de Jesus Cristo e o próprio Jesus dispensa à todos indistintamente; mostraram, sim, as “trevas” que ainda ocupam grande espaço em seus corações.
Deram, antes de tudo, um péssimo testemunho de si mesmos e das igrejas que os orientam. 
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Saudações em Cristo,
Vida e Paz.
Vigilante da Fé