É de se lamentar, porém nem tanto, porque estamos vivendo uma época de deterioração, que Reverendos do Evangelho que deveriam zelar pelo respeito que deve ser observado com o recinto de culto ao Senhor, e ainda mais subordinados a um político, * Deputado Federal, estejam flagrantemente desrespeitando as leis; tanto a Lei de Deus como a Lei Eleitoral.

* Refiro-me ao Reverendo Mário de Oliveira que detém dois mandatos, o de Presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular e de Deputado Federal por Minas Gerais.

Verifique:

Na época da missão do Senhor por este mundo a Sua ‘casa’ havia se tornado um antro de salteadores, conforme pode-se constar em Mateus 21:13

Disse Jesus: “A minha casa será chamada casa de oração – mas vós a tendes convertido em covil de ladrões”.

Hoje, não é novidade que além do comércio que se faz dentro de templos, também os tornaram em palanque eleitoral.

Constate:

A Procuradoria Regional Eleitoral em Minas Gerais abriu uma investigação para apurar uma denúncia de ilegalidade eleitoral praticada no interior de igrejas.
Representação feita por um fiel da Igreja do Evangelho Quadrangular denunciou que pastores dessa denominação vêm convertendo cultos em palanques.

No texto, o fiel menciona um episódio que testemunhou. Deu-se no dia 2 de maio, na Igreja do Evangelho Quadrangular do Bairro Floresta, em Belo Horizonte.

Segundo o texto entregue à Procuradoria, o pastor que ministrava o culto noturno disse a certa altura:

“Eu, Jesus e meu projeto: eu, Jesus, Mario de Oliveira para deputado federal e Antonio Genaro para deputado estadual”.

De acordo com a denúncia do fiel, a prática de pedir votos estaria sendo replicada em outros templos da igreja.

Os políticos mencionados são filiados ao PSC (Partido Social Cristão). Mario de Oliveira cumpre mandato na Câmara. Genaro, na Assembléia Legislativa de Minas.

Além de abrir investigação, o Ministério Público Eleitoral enviou uma recomendação ao conselho estadual de diretores da igreja Quadrangular.

Pede a interrupção da prática. Recorda que a lei eleitoral proíbe a realização de propaganda política no interior dos templos.

Mesmo do lado de fora das igrejas, informa a recomendação, a propaganda eleitoral está proibida antes do dia 5 de julho, data oficial do início da campanha.

A Procuradoria deu prazo de dez dias para que a Quadrangular expeça um aviso aos seus pastores e envie uma resposta ao Ministério Público.

Pedidos de votos feitos no interior de igrejas sujeitam seus autores a multas que vão de R$ 2 mil a R$ 8 mil.

Campanha antecipada feita fora da igreja pode render multa que varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

Parabéns ao zeloso fiel da igreja que apresentou a denúncia.


Votos de Amor e Paz,

Vigilante da Fé

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