RECIPROCIDADE, DÍZIMO, OFERTA quarta-feira, maio 30 2012 

RECIPROCIDADE, DÍZIMO, OFERTA


1. RECIPROCIDADE
Esta palavra denota a qualidade daquilo que é recíproco, ou seja: que implica em troca, permuta, dar e receber, entre duas pessoas ou um grupo delas; e ou ainda com entes abstratos e subjetivos. Também pode significar: mutuar-se, correlacionar-se, corresponder-se.
Muitos adágios populares expressam muito bem esta correlação que estabelecemos com pessoas ou coisas, em função das nossa ações, atitudes.
Vejamos, alguns destes adágios:
“Colhe-se o que se planta.”
“Quem semeia vento, colhe tempestade.”
“É dando que se recebe.”
“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.”
Todo pensamento, ou intenção, leva a uma ação.
Toda ação resulta numa reação.
Mesmo os pensamentos ou intenções não concretizados são considerados como consumados.
Exemplo: “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mateus 5:28
Toda emoção requer uma expressão. Exemplo: Alegria, tristeza, choro, riso; são expressões de emoções.
Qualquer coisa que idealizamos, qualquer sentimento que em nós é gerado, leva-nos à ações; e essas ações, por sua vez, geram resultados, ou conseqüências; interiores ou exteriores, ou ambas simultâneamente.
Reduzindo tudo em uma única máxima, temos que: “Nenhuma ação fica sem reação.”
Toda ação é consequente a uma motivação. Toda causa gera um efeito.
Isto, chama-se: “Lei da Reciprocidade”, uma lei universal; presente em todas as coisas
manifestas e que se expressam no universo. Um macro exemplo:
O sol ao emitir raios de luz (ação) gera claridade e calor (conseqüência). O calor gera
evaporação da água dos lagos, rios e mares, e como conseqüência formam-se as nuvens e estas formam as chuvas. As chuvas fertilizam a terra, em conseqüência nascem as plantas.
E o processo por aí não pára, estende-se ao infinito, o que chamamos: “Reação em Cadeia.”
Esta Lei, a da Reciprocidade, também, por sua vez, age concomitantemente com uma outra lei: A Lei da Proporcionalidade: em que a extensão, o tamanho do efeito, ou conseqüência, é proporcional à intensidade da ação.
Verdades espirituais contidas na Bíblia, expressas desde a antigüidade até os dias do Evangelho, não contrariam a Lei da Reciprocidade e Proporcionalidade.
Destacamos alguns versos bíblicos que assim o atestam:
“Pois com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida que tiverdes medido, hão de vos medir.” Mateus 7:2
“Porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.” Mateus 26:52
“E quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas. Mas se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está nos céus, não vos perdoará as vossas ofensas.”
Marcos 12: 25/26
“Os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou, mas aquele que pouco ama, pouco lhe é perdoado.” Lucas 7::47
“E a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou,
muito mais se lhe pedirá.” Lucas 12:48
Até mesmo quando oramos o Pai Nosso, estamos declarando e clamando pela ação da Lei da Reciprocidade e Proporcionalidade sobre nós: “… perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos os nossos devedores.”
Entender bem estes conceitos, implica em aliar o nosso racional à nossa fé, pois a fé não prescinde do conhecimento:
“Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.” Provérbios 3:13
Vejamos o que nos diz os seguintes versículos:
“Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?
“Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tg 4:4
“Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Tg 4:7
“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” Tg 4:8
Eis, então: ação e reação, lei da reciprocidade


2. DÍZIMO, OFERTA
Nesta mesma medida do entendimento, compreendemos que ofertar na obra de Deus, supera em muito o dizimar; pois o dízimo quantifica e limita, enquanto a oferta amplifica.
Dízimo é a décima parte de um todo que sempre lhe será proporcional, portanto limitado em si mesmo; ou seja: sempre será dez por cento de alguma coisa. A oferta é mais expressiva, é um valor elástico, não previamente estipulado, não limitado, não circunscrito a um parâmetro; poderá ser qualquer parte de um todo, ou o próprio todo. Enquanto o dízimo é uma imposição, a oferta é uma disposição.
Se considerado é o dízimo como o pagamento de uma dívida para com Deus, assim defendem com veemência 99,9 % da igrejas cristãs, que mérito haverá nisso?
Se o que que faço, faço-o por obrigação, logo por amor não o faço.
Ou não foi assim que Deus ofertou salvação ao mundo, por amor ao mundo?: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16
O dízimo é um autoritarismo ditatorial, usado num período teocrático; necessário para um povo de dura cerviz. Vindo o tempo da graça, passa a vigorar a oferta que é expressivamente democrática.
Pagar dízimo sob a coação de que não se o pagando se está roubando a Deus, conforme assim sustentam os defensores do dízimo, é eliminar o livre arbítrio, do qual todo ser humano, por Deus, foi dotado; pois a justiça de Deus é tão gloriosa que deu ao homem livre arbítrio para tudo, até para rejeitá-Lo.
“E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te disserem, pois não te teem rejeitado a ti, antes a mim me teem rejeitado, para que eu não reinar sobre eles.”
I Samuel 8:7
“Mas vós tendes por costume que eu vos solte alguém pela páscoa. Quereis pois que vos solte o Rei dos Judeus? Então todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barabás. E Barabás era salteador.” João 18: 39/40
“Mas eles bradaram: Tira, tira, crucifica-o. Disse-lhe Pilatos: Hei de crucificar o vosso
Rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão o Cesar.”
João 19:15
Foi por não ver na pobre viúva, quando no templo estava junto aos seus discípulos, nenhum condicionamento à regras, mas sim uma boa disposição de espírito e desmedida expressão de amor, que disse Jesus sobre ela que doara todas as moedas que tinha (duas moedas):
“Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro” Marcos 12:43
É a disposição com que se dá que Deus leva em conta, e não a obrigação e ou a quantidade, ou ainda o valor do que se dá.
Queres dar dízimo na obra de Deus? O bem faz. Mas se ofertares, melhor farás; pois estarás dando de todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento.
Lembre-se: o dízimo limita, a oferta amplifica. Um é obrigação, outro é desprendimento e disposição. Ser dizimista é ficar na Lei, e satisfazer a consciência pela racionalização. Ser ofertante é estar na Graça e satisfazer a alma pelo amor do coração.
O apóstolo Paulo com a sabedoria racional que lhe era peculiar e ainda dinamizada pela fé proveniente do Espírito Santo, numa referencia à reciprocidade e proporcionalidade contidas no ato amoroso de ofertar, assim declara: “O que pouco semeia, pouco também ceifará; o que semeia com abundância, abundantemente também ceifará. Cada um contribua conforme propôs no seu coração, sem contrangimento, não por obrigação; porque Deus ama ao que dá espontanêamente e com alegria.”  II Co 9:6/7

Com o amor de Cristo,

VIGILANTE DA FÉ

FALSA PROSPERIDADE quarta-feira, maio 30 2012 


Missionário ataca megapastores e clama missão no sertão nordestino
    O missionário Claudio Pimenta gravou um protesto bastante contundente junto a uma ossada no sertão nordestino, e convidou os Pastores que pregam na TV a conhecerem a realidade das cidades mais pobres do sertão brasileiro.
    “Esse vídeo é um desabafo. Eu queria convidar os senhores evangelistas da TV, que estão nas grandes metrópoles, cidades com maiores índices de desenvolvimento humano, para virem pregar o evangelho falso da prosperidade nessa região, uma terra em que urubu morre de fome e só missionário compromissado com o Reino dos céus sobrevive”, declara o Missionário.
    Ironizando a prática recorrente nas igrejas neopentecostais, o Missionário pede para que os pregadores da televisão visitem a região assolada pela seca e pobreza para que levem as riquezas mencionadas em suas pregações ao local: “Eu faço um apelo a vocês: se quiserem conhecer essa região, uma das localidades menos evangelizadas do Brasil, já que tudo que vocês tocam vira ouro podem vir aqui, transformar a vida desse povo. Aí sim, nós vamos dar credibilidade ao falso evangelho da falsa prosperidade”.
    Citando passagens bíblicas em que o cristão é exortado a viver com o básico, como roupas e alimento, ele desafia novamente os pregadores da teologia da prosperidade. “Quero ver você, pregador da TV, pregar o evangelho da prosperidade na favela da Rocinha, ou no sertão do Ceará ou do Piauí, nas regiões menos evangelizadas, com pobreza extrema, onde as pessoas vivem com bolsas do governo federal, R$ 90, R$ 130, R$ 160 por mês. Quero ver vocês construírem suas catedrais, comprarem aviões, viverem luxuosamente, num lugar como esse” desafia Pimenta.
    O Missionário encerra seu desabafo convidando os líderes cristãos a uma reflexão: “Fica aqui o meu apelo: usem o dinheiro que vocês estão gastando na compra de jatinhos, mansões, ternos de R$ 10 a R$ 2o mil e relógios caros, para pregar o evangelho e abrir igrejas nas cidades de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano, que é estabelecido pela ONU – quanto menor, maior a pobreza) do Brasil, nas cidades mais miseráveis desse país. Aí sim, vocês estarão cumprindo o mandamento de Cristo”.