SILAS MALAFAIA – MAU EXEMPLO terça-feira, jan 22 2013 

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São Paulo – O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, disse que vai entrar na justiça contra a revista Forbes para “ferrar esses caras”. Na semana passada, Malafaia e outros pastores evangélicos “multimilionários” foram tema de reportagem da publicação norte-americana que listava o patrimônio de cada um e mostrava a fé como um “negócio altamente lucrativo” no Brasil.

Malafaia defende que seus bens somam 6 milhões de reais e não 150, como apontou estimativa da reportagem.

As declarações foram dadas à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Ou seja, segundo o pastor, sua fortuna chegaria a apenas 4% do divulgado pela reportagem, que, por sua vez, alega basear-se em números da imprensa brasileira e, em alguns casos, do Ministério Público e da Polícia Federal.

“Vivo de renda voluntária. Eles me prejudicaram. (O fiel) vê aquilo e pensa, ‘ih, não vou (dar o dízimo), tá me roubando”, disse ao jornal.

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Se indignado e irado ficou Silas Malafais, indignados (porém não irados) ficam todos aqueles cristãos evangélicos conhecedores e observantes da palavra de Deus pela reação do pastor, pois ele está reagindo segundo a carne e não pelo espírito; pois as escrituras sagradas assim dizem:

– Porque as obras da carne são manifestas: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,…
Gálatas 5, vs, 19,20

Significado de:
– porfia: discussão, disputa
– ira: raiva, cólera, fúria
– peleja: briga, desavença, disputa, rixa

“Vou ferrar esses caras.”  em oposição Ao Que diz:

“Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.”
“ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra…” ;
“E, como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós também.”
Lucas, 6 vs. 28, 29 e 31
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“Vivo de renda voluntária. Eles me prejudicaram”. (assim disse o pastor)

Essa afirmação é típica de quem está lamentando a perda, ou queda, de renda que ainda nem ocorreu (embora possa ocorrer) e denota que a preocupação maior do pastor é com a renda e os dízimos dos fiéis que podem minguar.

Que falta de confiança e fé na palavra de Deus, assim revela o pastor Silas quando disse a frase acima, em oposição ao texto bíblico que declara estas palavras de Jesus:

– Por isso vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo quem haveis de beber, nem pelo vosso corpo pelo que haveis de vestir…
Mateus 6, vs. 19 e versículos a seguir até o 34.

Lamentável que estejamos vendo líderes cristãos agindo como se cristãos não fossem. O fascínio pelo vil metal cega-lhes o entendimento e lhes encobre a razão.

    Em suma:  UM TREMENDO MAU EXEMPLO.

SAIU NA FORBES sexta-feira, jan 18 2013 

Saiu na Revista Forbes.

A revista norte-americana Forbes, elenca os cinco líderes evangélicos mais ricos do Brasil; Edir Macedo, Valdemiro Santiago e Silas Malafaia no topo da lista.

Revista Forbes elenca os cinco líderes evangélicos mais ricos do Brasil; Edir Macedo, Valdemiro Santiago e Silas Malafaia no topo da lista

Os líderes evangélicos com as maiores fortunas no segmento foram tema de uma matéria e listados a partir de dados coletados pela Polícia Federal e Ministério Público.

A sucursal brasileira da revista norte-americana Forbes, especializada no tema, listou os cinco líderes evangélicos com os maiores patrimônios.

Em comum entre eles, o fato que todos tem presença na televisão, seja em horários alugados ou por possuírem canais de TV.

A revista destaca que, mesmo o Brasil sendo um país majoritariamente católico, o crescimento dos evangélicos faz parte do cenário que possibilita o acúmulo de fortunas por parte desses líderes.

Confira abaixo, a lista com os cinco líderes evangélicos mais ricos do Brasil:

Bispo Edir Macedo

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Líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus
Proprietário da TV Record

Fortuna estimada US$ 950 milhões

Apóstolo Valdemiro Santiago

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Líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus
Empresário

Fortuna estimada em US$ 220 milhões

Pastor Silas Malafaia

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Pastor presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e fundador da Associação Vitória em Cristo

Proprietário da editora Central Gospel e da gravadora Central Gospel Music

Fortuna estimada em US$ 150 milhões

Missionário R. R. Soares

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Líder e fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus

Empresário

Fortuna estimada em US$ 125 milhões

Apóstolo Estevam Hernandes Filho e bispa Sonia Hernandes

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Líderes e fundadores da Igreja Renascer em Cristo

Empresários

Fortuna estimada em US$ 65 milhões

As informações divulgadas pela revista Forbes não detalham a origem do patrimônio acumulado pelos líderes citados acima. Adendo nosso: nem seria preciso. E notem: os valores expressos são em “dólares”  e não em reais.

CONTRA O MERCADO DA FÉ quarta-feira, jan 16 2013 

É altamente louvável a disposição do Senador Roberto Requião de empunhar uma bandeira para mobilização de pessoas e entidades que já não suportam mais o escandaloso comércio religioso na televisão. Não obstante, assim me parece, seja o insígne senador averso a uma lei coercitiva neste sentido, mister se faz que haja de fato uma lei proibindo o pedido de dízimos, ofertas, ou o apelo em programas radiofônicos, televisos, ou em espaços públicos convocando a participação do público em correntes e/ou campanhas religiosas mediante pagamento em espécie. Que tal prática se restrinja somente no interior de templos religiosos ou em espaços fechados utilizados para reuniões de membros, afiliados ou simpatizantes desta ou daquela entidade religiosa.

Não há como prescindir de uma lei neste sentido. Pois há lei que restringe propaganda de cigarros e bebidas nos meios de comunicação, há lei que restringe o uso de tabaco em locais públicos, há lei que restringe o uso de bebidas alcoólicas e a direção de veículos automotores, há lei contra a propaganda enganosa, há lei que proibe o uso de aparelhos sonoros em coletivos…

Apelo para uma campanha por uma lei contra o comércio religioso na televisão, nos meios de radiodifusão e em espaços públicos.

Todos que assim o desejarem que enviem um e-mail para Senador Roberto Requião assim dizendo:

“Eu apoio uma lei contra o comércio religioso em rádios e televisão”

e-mail do senador: roberto.requiao@senador.gov.br

VIGILANTE DA FÉ

MERCADO DA FÉ terça-feira, jan 15 2013 

roberto.requiao

A verdade que a bancada evangélica na câmara federal- composta por pastores eleitos deputados federais – não quis reconhecer como algo nefasto para o Brasil, um senador da república reconhece como tal e empunha uma bandeira de luta contra essa vergonhosa exploração da fé:

O Comércio da Fé na Televisão“.

Confira:

Senador Roberto Requião, foto acima,  critica “comércio religioso na TV” e quer criar movimento para “combater a prática”.

Abaixo, a íntegra da carta-aberta do senador Roberto Requião sobre o “comércio da fé”, ao povo evangélico:

Danilo Fernandes, que em seu perfil no twitter identifica-se como “cristão protestante e blogueiro diletante da arte de aporrinhar falsos profetas e vendilhões da fé”, diz que está orando “para que surja um político que tenha gana de passar uma lei acabando com o comércio religioso na TV”.

Eu topo, desde que o povo evangélico e católico, e os bons e sinceros cristãos protestantes como o Danilo, também dêem suporte á ideia.

Na verdade, o comércio religioso na TV, de que crença seja, incomoda-me há bom tempo. Nos dois últimos períodos em que governei Paraná, entre 2003 e 2010, era constantemente solicitado a ceder o espaço frontal do Palácio Iguaçu a grandes “happenings” desta ou daquela denominação evangélica. No centro das prédicas, a convocação dos fiéis para que pagassem os espaços que as denominações haviam comprado em emissoras de televisão.

Para que o apelo tivesse maior impacto, o pedido de dinheiro era entremeado de uma série de “milagres”. Cegos que recuperavam a visão, entrevados que, de repente, andavam lepidamente, vítimas de câncer, lombalgia ou espinhela caída que se viam livres da doença e dos incômodos.

Como cristão, não desfaço dos milagres, da intervenção sobrenatural, do incrível poder da fé. O que não posso aceitar são esses espetáculos de cura, essa evocação dos poderes de Deus como se eles fossem a mais banal das banalidades. Penso que a intervenção dos Conselhos Regionais e do Conselho Nacional de Medicina, dos Ministérios Públicos Estaduais e do Ministério Público Federal, ou para atestar a seriedade dos portentos ou para desmascarar os charlatães, seria não apenas desejável e sim obrigatória.

Não estou propondo a intervenção da ciência, do Estado, da Justiça nos assuntos da religião. Quero apenas que se separe o joio do trigo, como ensinam as Escrituras. O paralelo que o Danilo Fernandes faz entre os vendilhões do Templo com os vendilhões da fé, é irretocável.

Como também parece inevitável o paralelo entre o comércio da fé hoje e o comércio da fé nos estertores da Idade Média. A venda de indulgências, por exemplo, que provoca os protestos pioneiros do inglês John Wycliffe, dos tchecos Jan Huss e Jerônimo de Praga, antecessores das reformas propostas pelas 95 teses de Lutero, equipara-se, hoje, à venda da cura, da felicidade, da prosperidade, da salvação eterna, desde que você contribua financeiramente com as igrejas e os pastores televisivos.

Três vezes governador do Paraná e prefeito de Curitiba estabeleci com as igrejas evangélicas e católica parcerias magníficas, de grande resultados. Meus dois grandes companheiros em inúmeras iniciativas sociais eram, de um lado, o pastor Pimentel, da Assembleia de Deus e, de outro, o bispo católico Dom Agostinho Sartori. Quer no Governo, quer na Prefeitura testemunhei o papel essencial, vital que as igrejas desempenham na promoção humana, na solidariedade, na transformação das pessoas.

Abri a televisão pública estadual às igrejas, para que elas propagassem a fé e difundissem conceitos éticos e morais. Organizei festivais de música gospel, com a participação de todas as denominações religiosas. Procurei deixar bem clara a minha posição de respeito às igrejas e ao papel que desempenham na construção do processo civilizatório, na formação da cidadania.

Nada disso vejo na “igreja da televisão”. Elas pedem, mas não dão; elas prometem prosperidade, riqueza, desde que você pague. Com seu enorme poder de comunicação, não lideram campanhas em favor dos mais pobres, por hospitais, creches, pela redução da mortalidade materno-infantil, pela erradicação do analfabetismo, pela frequência escolar, contra o trabalhão escravo e contra a exploração da mão-de-obra infantil.

Quando lançou suas teses em 1517, Lutero dizia que cada protestante era “um pouco hussita”, lembrando o assassinato na fogueira do padre tcheco um século antes, condenado ao martírio por sua radical oposição ao comércio da fé. Sejamos também “um pouco luteranos” na firme oposição aos vendilhões de fé.

Sim, Danilo Fernandes, concordo, é preciso que isso tenha um paradeiro. No entanto, pergunto: seria necessário a coerção de uma lei para impedir o comércio da fé? Será que a educação, o esclarecimento e a argumentação, aos moldes dos reformistas dos séculos XIV e XV, não seriam o caminho indicado para combater essa novel simonia?

Quando fui prefeito de Curitiba (1986-89), de comum acordo com a Associação Inter-Religiosa de Educação, a Assintec, que reúne protestantes, católicos, mulçumanos, judeus, budistas e tantos outros credos, restabeleci o ensino religioso nas escolas municipais da cidade. Estava convencido, e continuo seguro, de que o ensino religioso (nada a ver com proselitismo) desempenha um papel importantíssimo na formação de crianças e jovens.

Não seria essa, caro Danilo, uma das frentes de combate para vencer a terrível heresia da mercantilização da fé?

Roberto Requião

Senador da República

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Resposta do Genizah

 

 

Prezado Senador Roberto Requião,

Sua “carta” é, sem sombra de dúvidas, a resposta de muitas orações, não apenas as nossas, mas, cremos, a de centenas de milhares que não aprovam o que está acontecendo em nosso país com a fé evangélica, em especial com o comércio religioso nos meios de comunicação.

A bem da verdade, trata-se de um incômodo que, para além das confissões de fé e das tradições, desperta nos homens de bem, cristãos ou não, o desejo de fazer desagravo à exploração da espiritualidade dos mais ingênuos e insensatos. O que temos é um sistema perverso, um projeto de indústria – produção em massa / mídia de massa / cultura de massa –, crescendo diante dos olhos complacentes da sociedade e do governo. Casuísmo em favor de estelionatários da fé sob a proteção da liberdade religiosa.

Já há alguns anos utilizamos este espaço virtual para fazer apologética do Evangelho de Jesus Cristo. Aqui neste blog, somos um pequeno grupo composto em sua grande maioria por escritores, pensadores, filósofos, teólogos e pastores. Na internet somos milhares. Temos, todos, de forma profética, denunciado os desvios éticos, morais e doutrinários da Igreja Cristã de forma contundente e corajosa, o que já nos rendeu processos, difamações, ameaças, e outros inconvenientes. A internet reverbera o clamor dos remanescentes.

Vale salientar, não somos contra a pregação da boa mensagem da salvação. Muito pelo contrário! Não obstante, é notório que a situação na qual se encontra a igreja evangélica em nosso país chegou a limites insuportáveis. Púlpitos em todos os cantos do Brasil têm se levantado contra falsos mestres e suas vãs filosofias.

Estes fatos por si só já seriam por demais preocupantes. Agravam-se, contudo, em função do poder da mídia e dos recursos financeiros que tais grupos detém como que um grande arsenal a favor da indústria da religião. Temos a convicção de que a nossa luta não é material, e sim espiritual, mas também não ingênuos ao ponto de achar que ela se travará apenas entre “principados e potestades”.

Diante do exposto e da boa vontade e compreensão de V. Exa., depois de buscarmos a Deus e de estarmos em espírito de oração para que sejamos guiados segundo a vontade do Espírito Santo, estamos nos propondo a procurar irmãos de fé, servos que concordem que é hora de fazer um desagravo público a estes grupos, supostamente ditos evangélicos, com relação às práticas lesivas e abusivas que vêm praticando em nome da fé.

Nossa intenção é aproveitar esta oportunidade ímpar para incentivar um debate nacional sobre o tema. Para tal, iremos buscar o conselho de outros irmãos em posição de liderança, discutir a questão e tentar, junto com estes, reunir grupos de líderes da igreja evangélica brasileira, homens e mulheres de Deus, que possuam representatividade nacional, seja pelo papel que desempenham como escritores, pensadores, filósofos, jornalistas, editores, pregadores, mestres, líderes de instituições para-eclesiásticas, políticos, líderes denominacionais e outros tantos que desejem participar de um encontro objetivando a discussão da situação e a produção de um manifesto de desagravo a ser apresentado e debatido em evento público, para o qual, convidaremos V. Exa.

Certos de que estamos vivendo este momento histórico da fé evangélica no Brasil guiados pelo Espírito Santo, em temor e tremor diante dos desígnios do Deus Todo-Poderoso, unidos para lutar pela fé que foi entregue de uma vez por todas aos Santos e, na expectativa da volta de Jesus Cristo, Senhor nosso e da história, subscrevemo-nos,



Danilo Fernandes
Ruben Pirola Filho
Carlos Moreira
 
Editores do Genizah


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INICIATIVA DESDE JÁ APOIADA POR VIGILANTE DA FÉ